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Porquê os ODM?

 


Quando abordamos os Jovens Urbanos Ativos sobre as temáticas do Desenvolvimento, deparamo-nos com uma questão: quais os tópicos de Desenvolvimento que devemos focar?

 


Nas nossas ações focámos os tópicos relacionados com os Objetivos de Desenvolvimento Milénio.

 

Descobrimos que os ODM nos dão um enquadramento sobre as mais variadas formas de contribuir para o Desenvolvimento, a partir de pequenas ações individuais. Talvez as diferentes áreas de Desenvolvimento refletidas pelos ODM também vos possam dar algumas ideias sobre o que promover perante novos públicos.

 

OD...quê?


ODM é o acrónimo de Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. E agora estará a pensar, e que objetivos são esses? Os melhores golos do Milénio? Um novo livro da saga Milénio? Os objetivos do banco Milénio? Uma iniciativa governamental para promover o desenvolvimento do novo Milénio? Bem…Não!

 

O que são os ODM?

 

As décadas de 60 e de 70 do Século XX são apelidadas de “décadas perdidas do Desenvolvimento”. Já nos anos 90 tiveram lugar uma série de conferências que sublinharam a necessidade do Estados Membros das Nações Unidas (ONU) atuarem e adotarem um novo paradigma de Desenvolvimento. Em março de 2000, o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan lançou o relatório “Nós os povos: O papel das Nações Unidas no Século XXI” onde sublinhou a necessidade de se adotar uma iniciativa focada e mensurável à qual os Estados Membros se deveriam comprometer.

 


Em setembro de 2000, 189 líderes mundiais juntaram-se na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e adotaram a Declaração do Milénio das Nações Unidas comprometendo os seus países a trabalharem juntos na luta contra a pobreza extrema e desigualdades globais de Desenvolvimento. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio emergiram da Declaração do Milénio e pela primeira vez na História das Nações Unidas surgiram objetivos concretos e mensuráveis e com uma data limite para serem atingidos: 2015

 

Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio constituem um leque variado que vai desde a erradicação da pobreza à promoção do desenvolvimento sustentável, da igualdade de género, empoderamento e capacitação das mulheres à educação para todas e todos. Foram criados com base em indicadores concretos e mensuráveis de forma a permitir aos governos e sociedade civil saber exatamente o que necessitam de fazer para abordar a questão da pobreza global.


Como disse na altura Kofi Annan:
“A comunidade internacional acaba de emergir de uma Era de compromisso. Agora deve entrar numa Era de implementação, capaz de mobilizar a vontade e os recursos necessários para cumprirem com as promessas feitas”.

 

Os oito Objetivos

 

MDGs port

 

Para lá de 2015...

 


Os ODM estarão fora da validade em 2015. Pode então estar a pensar se fará sentido promove-los junto dos Jovens Urbanos Ativos e junto de outros grupos. Nós acreditamos que sim, que faz todo o sentido! Em apenas 12 anos, os ODM tornaram-se um marco na história das Relações Internacionais. Os ODM provam que um conjunto de metas e de indicadores mensuráveis podem conduzir ao Desenvolvimento Humano Sustentável e à adoção de novos estilos de vida.

 


De facto é inegável que os ODM geraram uma onda de apoio à erradicação da pobreza global sem precedentes. Desde os governos, á sociedade civil, das organizações internacionais às comunidades locais, o apoio público às políticas de Desenvolvimento aumentou globalmente. Mas estes anos revelaram igualmente, algumas fragilidades no processo dos ODM.

 

Para alguns os ODM representam uma agenda de doador que não tem em conta os contextos locais ou as prioridades nacionais. Outros argumentam que existem dimensões que não estão representadas nos Objetivos, como os Direitos Humanos, a boa governança e a qualidade da educação. Outros críticos defendem que os ODM negligenciam os mais pobres e os mais vulneráveis. Ao medir a média do progresso, o risco de que algumas pessoas fiquem atrás da linha é demasiado elevado.

 


Desde 2000 que o mundo está em mudança. As dimensões sociais, ambientas, económicas e culturais pulsam ao segundo. Os desafios aumentam: a pressão demográfica, o crescimento económico, a proteção social, as alterações climáticas a equidade e a coesão, a igualdade de género e os Direitos Humanos…e as soluções não estão à vista de todos.

 


O que é evidente é que os 8 ODM não serão alcançados até 2015. Isto não significa que esforços assumidos através de compromissos internacionais para erradicar a pobreza e para promover o Desenvolvimento Humano estejam a decair, pelo contrário. O debate pós 2015 está já nas agendas mundiais. Alguns assuntos fundamentais, como a pobreza crónica, as alterações climáticas, os Direitos Humanos, a Urbanização e o crescimento económico estão a ser debatidos de forma a refletirem um novo paradigma do Desenvolvimento.

 


Revelam-se já algumas tendências no debate ODM pós-2015; manter os ODM com pequenas alterações; redefinir o seu conteúdo e redesenhar a sua arquitetura; desenvolver um novo quadro, com uma nova estrutura, ou novos objetivos, metas e indicadores; e reapresentar os mesmos ODM sem calendário definido.

 


O debate irá continuar. Pode seguir a discussão através de campanhas internacionais, como a Beyond 2015. A campanha “Beyond 2015” é uma campanha da sociedade civil, que procura promover de forma ativa um novo quadro de desenvolvimento que suceda legitimamente os ODM. Também no website www.post2015.org é possível encontrar documentos, relatórios e pesquisa atual sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015.

 


A agenda pós-2015 irá decerto refletir os novos desafios do Desenvolvimento rumo a um mundo melhor!

 


Convidamo-lo a levar os ODM e a agenda pós-2015 aos Jovens Urbanos Ativos, como nós o fizemos nas nossas ações educativas.

Irá encontrar nos ODM uma série de tópicos que poderá abordar de diferentes maneiras ao seu público ou grupo-alvo.